Um policial militar licenciado por problemas psicológicos foi denunciado pela ex-mulher de 29 anos por lesão corporal qualificada por violência doméstica, na madrugada desta quinta-feira (6), no Bairro Paulo Coelho Machado, região sul de Campo Grande. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), da Vila Piratininga, área sul, e a vítima encaminhada para o Imol (Instituto de Medicina e de Odontologia Legal).
A mulher disse que o casal ficou junto por um ano e meio e que há quase cinco meses está separada do militar. “Ele já está em outro relacionamento, mas ainda tem um ciúme doentio por mim. Comecei a namorar há pouco tempo e as perseguições pioraram”, explica a vítima à equipe do Jornal Midiamax.
Segundo ela, o policial foi até a casa dela e ao saber da presença do namorado no local, arrombou a porta e partiu para cima dela. “Ele estava armado com um revólver e fez várias ameaças de morte, caso meu namorado interviesse”, lembra.
O militar a agrediu com socos, bateu a cabeça dela contra a parede por várias vezes, deu chutes e ao perceber que o Corpo de Bombeiros estava no local, fugiu. “Enquanto, ele me agredia, o meu namorado ligou para o Ciops (Centro Integrado de Operações de Segurança)”.
Durante o atendimento dos socorristas, a PM (Polícia Militar) também esteve no local, fez rondas, mas não encontrou o suspeito. Ela teve de ser encaminhada para a Santa Casa e após, ser medicada e liberada, procurou a delegacia para fazer a denúncia.
Agressão
A irmã da vítima contou à equipe do Jornal Midiamax, que a agressividade do policial começou a aparecer com cinco meses de relacionamento. “Ele tinha ciúmes demais, chegava a deixar marcas no corpo dela com as agressões. Porém, ela dizia que estava tudo resolvido e por isso não foi feita denúncia na Polícia Civil”, explica.
Entretanto, elas começaram a procurar a delegacia para denunciá-lo quando após uma briga do casal, a irmã foi tentar apaziguar a situação e o PM teria passado com o carro em cima da motocicleta da cunhada. “Vimos que aquilo estava fora de controle, não era ciúmes aquilo, mas sim uma doença. Obsessão”, enfatiza.
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