| Luiz Alberto e Página Oficial do Miss Brasil |
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| Thayná mostrando o vestido e Miss MS durante seletiva nacional com o traje. |
Uma saia de cauda, totalmente aberta na frente, e um body amarelo de renda com lantejoulas. A descrição já revela que se trata de um vestido especial. Mas a roupa que é protagonista desta história foi a que representou Mato Grosso do Sul no concurso de beleza mais importante do país – o Miss Brasil.
A criadora do traje típico, Thayná Knapp, que é campo-grandense, diz que quando recebeu o desafio de criar e confeccionar o vestido que representaria o Estado no concurso, pensou em algo que tivesse um conceito de típico, mas que ao mesmo tempo fugisse do que se costuma ver. “Sempre quando se trata de traje típico vemos algo mais ligado ao Pantanal, meio cowboy, ou indígena. Eu não queria dar mais do mesmo”, diz.
E assim, buscando referências, ela se inspirou no ipê-amarelo, uma das árvores mais comuns do Cerrado, e que encanta por sua beleza.
O vestido todo feito de folhas levou um prazo recorde para ficar pronto: foram 4 dias. “A Melissa Tamaciro (coordenadora do Miss Mato Grosso do Sul) me ligou e perguntou se eu conseguiria confeccionar o vestido em uma semana. Eu aceitei”, diz.
Ela diz que na noite anterior à viagem de Érika Moura, eles ainda estavam fazendo as últimas provas do vestido. “Às 23 horas ainda estávamos fazendo as provas. Foi uma correria. Todo mundo ajudou, até a mãe da miss e meu irmãozinho de apenas 8 anos”, conta, ressaltando que colegas da faculdade também se dispuseram a ajudar.
A dificuldade maior, diz, foi encontrar o material para confeccionar o vestido. “Queríamos fazer o vestido com pedraria. Mas não encontramos o material aqui e não teríamos tempo hábil para finalizá-lo”, diz.
A forma encontrada foi fazer o vestido de renda e lantejoulas. “Compramos o tecido e o tingimos com tinta acrílica para ficar no tom que queríamos. A renda foi recortada uma a uma para ficar vazada, e depois costurada para dar o formato do body. A saia, que também imita folhas, usou 25 metros de tecido. O pano foi recortado em forma de folhas e depois costurado na base. Foram 700 folhas para fazer a saia”, conta.
Para que a roupa não desfiasse, eles ainda queimaram as bordas do tecido com velas. “Todo mundo ficou com os dedos queimados”, diz.
O resultado foi um vestido esplêndido,à altura da miss que representou Mato Grosso do Sul.
Como ‘prêmio’ pelo trabalho, Thayná Knapp, que fez do vestido seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), no curso de Moda da Anhanguera-Uniderp, terá a miss Érica Moura desfilando para a banca com a sua obra de arte.
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