domingo, 9 de novembro de 2014



Deputados estaduais gastaram de R$ 8 a R$ 125 por voto para se elegerem em MS

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Waldemar Gonçalves

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Arte Midiamax

Os 24 vencedores da disputa para deputado estadual nas eleições deste ano em Mato Grosso do Sul gastaram, em média, R$ 34,22 por cada voto recebido. O custo de campanha em relação à votação variou de R$ 8 a R$ 125, conforme os números levados pelos políticos à Justiça Eleitoral.
Ao todo, os 24 eleitos arrecadaram R$ 22,6 milhões e receberam 661.190 votos. Quem gastou mais com a campanha foi Antonieta Amorim (PMDB): a ex-primeira-dama de Campo Grande foi eleita ao custo de R$ 125,63 por voto, após ter gasto R$ 2,7 milhões para ser votada 21.860 vezes.
Já o deputado com a campanha mais em conta foi Lídio Lopes (PEN). Sua reeleição custou R$ 204 mil, ou seja, média de R$ 8,63 por cada um dos 23.643 votos que recebeu.
O candidato mais votado, Marquinhos Trad (PMDB), teve custo abaixo da média geral. Desembolsou R$ 23,21 para obter cada um de seus 47 mil votos, tendo acumulado, segundo sua prestação de contas, prejuízo de R$ 13,8 mil na campanha.
Mas no vermelho mesmo, independente da cor do partido, ficou Amarildo Cruz (PT). Pelos números que apresentou à Justiça Eleitoral, o petista amargou prejuízo de R$ 823,7 mil nesta campanha, tendo pago, em média, R$ 56,56 por voto.
Os demais parlamentares apresentaram equilíbrio entre despesas e receitas nesta campanha. O custo médio da eleição para deputado estadual em Mato Grosso do Sul beirou os R$ 943 mil.
Entre os financiadores de campanha, nada muito diferente dos demais candidatos. Figuram empreiteiras, pessoas físicas e muitas empresas que mantêm contratos com o Poder Público.
Marquinhos Trad, por exemplo, aparece como seu principal financiador. Doou mais de R$ 250 mil à própria campanha, mas também recebeu ajuda de empresas, do irmão Fábio – candidato derrotado a federal – e da direção nacional do PMDB, entre outros.
Já Antonieta Amorim, eleita com a campanha mais gorda, teve a Proteco Construções como maior financiadora. A empresa doou próximo dos R$ 1,5 milhão para a agora deputada estadual eleita.
Por outro lado, Lídio Lopes, o homem da campanha mais modesta, recebeu a ajuda da JBS S/A e da H2L Equipamentos e Sistemas, por exemplo. Também foi amparado financeiramente pelo candidato do PMDB ao governo estadual, Nelsinho Trad, pelo deputado federal eleito Carlos Marun (PMDB) e pela senadora eleita Simone Tebet (PMDB), entre outros.

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