segunda-feira, 20 de abril de 2015

Deputados do PT acusam cúpula de não aprender a lição com mensalão

Denúncias de corrupção estão constrangendo as lideranças do partido não envolvidas no caso

Correio do Estado
 
 
(Foto: AL/MS)(Foto: AL/MS)
Para limpar a própria imagem, lideranças do PT de Mato Grosso do Sul trabalham para se descolar da legenda, que, mais uma vez, é associada a corrupção após os desdobramentos da Operação Lava Jato. A estratégia mira as eleições municipais do ano que vem. O deputado Cabo Almi, um dos pré-candidatos à Prefeitura de Campo Grande, declarou que “os petistas não devem ser penalizados por atos de um só”, ao comentar a prisão do ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, afastado do cargo por receber propina do esquema de corrupção que desviou recursos da Petrobras.
O deputado também fez duras críticas ao próprio partido. Para ele, o PT deveria ter “aprendido a lição” com o escândalo do Mensalão, que culminou na prisão da cúpula petista, como José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno. “Sempre defendi a punição dos envolvidos (no esquema investigado pela Lava Jato), mas o PT nacional, mais uma vez, demonstra descuido, falta de zelo (com o partido). Já teve a questão do Mensalão, agora vem esse novo constrangimento por parte de lideranças do partido”, afirma.
“Acho que eles (da Executiva) deveriam tratar com mais zelo essa questão, respeitar mais os filiados, aqueles que pegam ônibus para militar pelo partido, e fazer algo para que isso não se repita mais (envolvimento em corrupção)”, acrescenta Cabo Almi, sobre a falta de sanções do partido para filiados envolvidos nos desvios bilionários da Petrobras.

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